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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Consciência feminina por Ramy Arany

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Falar de consciência feminina é falar sobre os conteúdos que formam nossa compreensão sobre o feminino. Estes conteúdos são compostos por uma imensidão de crenças, de idéias e de valores que juntos formam nossa consciência sobre isto. Porém, independente do que pensamos, compreendemos ou somos “conscientes” sobre o feminino, “o feminino” é uma consciência em si mesmo e está além de tudo o que pensamos ou achamos que sabemos sobre ele.
As crenças e os valores que permeiam o universo feminino determinam uma consciência coletiva sobre isto, onde as mulheres tanto são influenciadas por esta coletividade, como, também, são formadoras de crenças e sustentadoras de valores que a determina. Esta condição também influencia o comportamento feminino como uma resposta a esta consciência coletiva e, assim, posso dizer que o que acreditamos, pensamos, achamos ou temos certeza a respeito do feminino traduz nossa consciência sobre ele e isto naturalmente determina uma reação sobre o comportamento das mulheres e também da sociedade como um todo.
consciência feminina está vinculado a valores superficiais, relativos, tendenciosos
Na maioria das vezes se considera consciência feminina o “jeito de ser das mulheres” como, por exemplo: o funcionamento do corpo feminino e suas individualidades; as emoções femininas; o modo das mulheres se vestirem; de pensarem; de agirem; de reagirem; seus costumes; seus valores; suas crenças e, também, o que os próprios homens e a sociedade em geral consideram sobre as mulheres e sobre “consciência feminina. Penso que desta forma o que se considera consciência feminina está vinculado a valores superficiais, relativos, tendenciosos, preconceituosos tanto provindos do universo interno de cada um de nós quanto de fatores externos sociais, culturais entre outros
Como podemos pensar que a consciência feminina é relativa aquilo que nós achamos que ela seja? Como nós mulheres podemos permitir que a compreensão sobre a consciência feminina seja apenas relativa a uso, costumes, meio social e cultural específico a cada sociedade? Como podemos permitir esta visão tão externa, superficial, transitória e tendenciosa relativa às mulheres seja mantida e reconhecida como “consciência feminina”.
Isto sem dúvida alguma é um desrespeito para com o feminino, pois este sempre estará sujeito a ser reconhecido mediante a consciência duvidosa e preconceituosa do ser humano. Mas qual é a saída para esta situação? Como saber ao certo o que é consciência feminina? Afinal o feminino é realmente uma consciência ou simplesmente um modo de existir das mulheres, que vai se modificando superficialmente acompanhando às tendências de uma época?


Ramy Arany – Sócia Diretora da Inove Soluções em Liderança, Fundadora do KVT Feminino e Co-fundadora do Instituto KVT. Assistente social, terapeuta comportamental, escritora, coach, consultora, palestrante, autodidata, pesquisadora e desenvolvedora da consciência Especialista na Liderança feminina, no comportamento, em relacionamentos e maternidade. Escritora dos livros Eternamente Ísis – O retorno do feminino ao Sagrado e Visão Gestadora – A visão em teia.
Kvtfeminino: kvtfeminino.com
Inove: inovelider.com.br





terça-feira, 26 de julho de 2016

Como uma mulher pode ter destaque em empresa totalmente machista? por Ramy Arany

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Este é um tema muito importante de ser falado, escrito e até para ser colocado em fórum de debates, pois ele traz um dos pontos mais essenciais sobre a situação das mulheres não somente em empresas consideradas machistas, mas na sociedade em geral. É fato que as mulheres já por alguns séculos vêm se desenvolvendo através de um sistema social, educacional, político, dentre outros cuja criação é comando masculino, ou seja, tudo ou quase tudo o que vemos em nossa sociedade como um todo foi criado e desenvolvido por homens.
Quando as mulheres começaram a ter a oportunidade de trabalharem profissionalmente e de terem acesso aos estudos principalmente os de níveis superiores tiveram de provar que realmente eram capazes de estudar e de trabalhar, ou seja, tiveram que competir com os homens feito homens. Porém, esta necessidade de provar que a mulher é tão capaz como os homens continua até hoje, pois ainda existem muitos preconceitos contra a mulher e falta de aceitação do feminino em geral.
Penso que numa empresa com tendências machistas para se ter destaque deve-se não competir de igual para igual com os homens, pois isto não irá favorecer a mulher, muito ao contrário só irá fortalecer a competição já existente. Além disto, a mulher se obrigará cada vez mais a se comportar como homem, justamente para poder provar que é capaz sim de se destacar em meio a uma consciência contra o feminino.
Algumas mulheres podem pensar que para ter destaque em uma empresa “machista” é necessário ser bonita
Algumas mulheres podem pensar que para ter destaque em uma empresa “machista” é necessário ser bonita, andar com roupas atraentes, ser sedutora. Penso que isto também não é o caminho, pois somente reforça a crença de que para uma mulher ter destaque profissional só pode ser através de “alguns poderes femininos” tão comentados entre os homens e até entre as mulheres de forma vulgar. Mas qual é a saída para esta situação?
Penso que a mulher necessita primeiramente compreender o que é a força feminina e se auto-conhecer como mulher. É necessário desconstruir crenças e valores invertidos em relação ao ser mulher e construir uma nova visão sobre o feminino como consciência e não somente como “coisas de mulher”. Para isto vou deixar aqui algumas dicas importantes:
- Ser mulher é muito valoroso seja em que situação você se encontrar.
- Reconheça que a força feminina é forte, porém é diferente da masculina.
- Conheça a si mesma. Saiba como você é no emocional, no intelectual, no físico; como você reage a certas situações onde você se sente exposta como mulher, em fim conheça-se.
- Saiba claramente seus objetivos como profissional e seus talentos para realizá-los.
- Se manifeste sempre como “ser” mulher para alcançar seus objetivos.
- Liberte-se da auto-imposição da competição com a força masculina.
- Fale sempre o que pensa; deixe clara sua visão a respeito de qualquer situação quando for solicitada.
- Lembre-se de que é necessário e importante que haja a diversidade de comportamentos, de idéias, de ações, portanto não seja igual aos homens senão você será mais “um”.
- É necessário que as mulheres assumam cada vez mais cargos de lideranças e de gestoras, porém é necessário que elas manifestem o feminino e não o modelo masculino aprendido.
- Desenvolva o feminino como consciência.



Ramy Arany – Sócia Diretora da Inove Soluções em Liderança, Fundadora do KVT Feminino e Co-fundadora do Instituto KVT. Assistente social, terapeuta comportamental, escritora, coach, consultora, palestrante, autodidata, pesquisadora e desenvolvedora da consciência Especialista na Liderança feminina, no comportamento, em relacionamentos e maternidade. Escritora dos livros Eternamente Ísis – O retorno do feminino ao Sagrado e Visão Gestadora – A visão em teia.


Kvtfeminino:   www.kvtfeminino.com
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