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terça-feira, 9 de junho de 2020

Eckhart Tolle - "A oportunidade na adversidade"




"Criando uma nova Terra juntos"
A vida se revela entre as polaridades da ordem e do caos. É importante neste momento reconhecer esses dois opostos fundamentais, sem os quais o mundo não poderia existir. Outra palavra para desordem é "adversidade". Quando ela se torna mais extrema, podemos chamá-la de "caos".

É claro que preferiríamos ter ordem em nossas vidas, o que significa que as coisas estão indo bem. Gostaríamos de ter uma relativa harmonia em nossas vidas. No entanto, isso, muitas vezes, é marcado pela erupção de alguma forma de desordem. E, geralmente, nós nos ressentimos disto - ficamos bravos, desanimados ou tristes.

A desordem ocorre de várias formas, grande e pequena. Quando a desordem ocorre, geralmente cria uma espécie de confusão em nossas vidas, acompanhada de fortes crenças subjacentes. "Há algo muito errado, isto não deveria estar acontecendo, talvez Deus esteja contra mim", e assim por diante. Novamente, precisamos entender que a desordem, ou a adversidade, é inevitável e é uma parte essencial de uma ordem superior.

A partir de uma perspectiva mais elevada, de um nível superior, a existência da ordem e da desordem, ou ordem e caos, é uma parte necessária da evolução da vida.

Muitas pessoas descobriram que experienciam um aprofundamento, ou um sentimento mais profundo do eu ou ser, imediatamente após e como resultado de terem passado por um período de desordem ou caos. Isso, às vezes, é chamado de "a noite escura da alma", um termo do cristianismo medieval usado para descrever o colapso mental que muitos místicos experimentaram antes de despertar espiritualmente. Houve uma erupção da desordem, da destruição. Então, a partir disso, surgiu uma percepção mais profunda.

E, embora isso possa ser muito doloroso, o estranho é que é exatamente aí que muitos humanos experienciam uma transcendência. Um fato estranho é que quase nunca acontece que as pessoas despertam espiritualmente enquanto estão em sua zona de conforto. Ou que se tornem mais intensos como seres humanos, o que seria um despertar parcial. Isso quase nunca acontece. O espaço onde a mudança evolutiva acontece, ou o salto evolutivo, geralmente é a experiência da desordem na vida de uma pessoa.

E assim sua vida se move entre a ordem e a desordem. Você tem as duas, e ambas são necessárias. Não há garantia de que, quando a desordem irromper, isso trará um despertar ou um aprofundamento, mas sempre há a possibilidade. É uma oportunidade, mas, muitas vezes, ela é perdida.

Então, aqui estamos neste momento, e nossa missão é a mesma: alinharmo-nos com o momento presente, com o que está acontecendo aqui e agora. A instabilidade que estamos enfrentando no momento, provavelmente não será a última que ocorrerá em um nível coletivo. No entanto, é uma oportunidade - porque, embora este seja um momento de revolta, é também um momento de despertar. Os dois seguem juntos. Assim como em uma vida individual, você precisa da adversidade para despertar. É uma oportunidade, mas não uma garantia. E, portanto, o que parece trágico e desagradável em um nível convencional, é realmente perfeitamente adequado e como deveria ser em um nível superior; não estaria acontecendo de outra maneira. Tudo faz parte do despertar dos seres humanos e do despertar planetário.

Eckhart Tolle.

Autor: Eckhart Tolle / http://www.eckharttolle.com/
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quinta-feira, 30 de março de 2017

ECKHART TOLLE - "A PAZ QUE EXCEDE TODO O ENTENDIMENTO"


Posted: 27 Mar 2017 01:29 PM PDT

"Criando uma nova Terra juntos"
Há muitos relatos de pessoas que experienciaram o surgimento desta nova dimensão da consciência como um resultado da perda trágica em algum momento de suas vidas. Alguns perderam todos os seus bens, outros os seus filhos ou cônjuges, sua posição social, reputação ou habilidades físicas.
  
Em alguns casos, através de desastres ou da guerra, eles perderam todos estes, simultaneamente, e se encontraram com “nada”. Podemos chamar a isto de uma “situação limite”. Seja o que for com que eles tenham se identificado, seja o que for que lhes davam o seu próprio sentido, foi-lhes tirado.

Então, súbita e inexplicavelmente, a angústia ou o medo intenso que eles sentiam inicialmente, deu lugar a um sentimento sagrado da Presença, uma paz profunda e serenidade e a completa libertação do medo.

Este fenômeno deve ter sido familiar a São Paulo, que usou a expressão: “A Paz de Deus que excede todo o entendimento.” É realmente uma paz que não parece ter sentido, e as pessoas que vivenciaram a experiência se perguntaram: “Diante de tudo isto, como pode ser que eu sinta esta paz?”

A resposta é simples, uma vez que você compreenda o que é o ego e como ele opera.

Quando as formas com que você tinha se identificado, que lhe davam o seu próprio sentido, entram em colapso ou desaparecem, isto pode levar a um colapso do ego, desde que o ego é uma identificação com a forma.

Quando não há nada mais com que se identificar, quem é você?

Quando as formas ao seu redor morrem ou a morte se aproxima, seu sentido de Ser, o EU SOU, é liberto do seu entrelaçamento com a forma. O Espírito é libertado de sua prisão na matéria.

Você percebe a sua identidade essencial como amorfa, como uma Presença que a tudo permeia, do Ser anterior a todas as formas e identificações. Você percebe a sua verdadeira identidade como a própria consciência, e não com o que a consciência tinha se identificado.

Esta é a Paz de Deus.

A verdade suprema de que eu não sou isto, ou eu não sou aquilo, mas EU SOU.


Extraído do livro de Eckhart Tolle: “Uma Nova Terra (A New Earth), páginas 56 e 57.

Autor: Eckhart Tolle / http://www.eckharttolle.com/
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Eckhart Tolle - "Toda Negatividade é uma Resistência"


Posted: 30 Nov 2016 01:51 PM PST

"Criando uma nova Terra juntos"
Toda resistência interior é vivenciada como uma negatividade. Toda negatividade é uma resistência. Nesse contexto, as duas palavras são quase sinônimas. A negatividade vai de uma irritação ou impaciência a uma raiva furiosa, de um humor deprimido ou um ressentimento a um desespero suicida. Às vezes, a resistência faz disparar o sofrimento emocional, caso em que mesmo uma situação banal pode produzir uma negatividade intensa, como a raiva, a depressão ou um profundo pesar.

O ego acredita que, através da negatividade, pode manipular a realidade e conseguir o que deseja. Acredita que, através dela, pode atrair uma circunstância desejável ou dissolver uma indesejável. Sempre que estamos infelizes, acreditamos inconscientemente que a infelicidade “compra” para nós o que queremos.

Se “você” – a mente – não acreditou que a infelicidade funciona, por que a criaria? O fato é que essa negatividade não funciona. Em vez de atrair uma circunstância desejável, ela a interrompe ao nascer. Em vez de desfazer uma circunstância indesejável, ela a mantém no lugar. Sua única utilidade é que ela fortalece o ego, e essa é a razão pela qual ele a adora.

Uma vez que você tenha se identificado com alguma forma de negatividade, não vai querer que ela desapareça e, em um nível inconsciente mais profundo, não vai desejar uma mudança positiva. Ela iria ameaçar a sua identidade como uma pessoa depressiva, zangada ou difícil de lidar. Você então passa a ignorar, negar ou sabotar aquilo que é positivo em sua vida. É um fenômeno comum. E também doentio.

A negatividade é completamente antinatural. É um poluente psíquico e existe um vínculo profundo entre o envenenamento e a destruição da natureza e a grande negatividade que vem sendo acumulada na psique coletiva humana. Nenhuma outra forma de vida no planeta conhece a negatividade, somente os seres humanos, assim como nenhuma outra forma de vida violenta e envenena a Terra que a sustenta. Você já viu uma flor infeliz ou um carvalho estressado? Já cruzou com um golfinho deprimido, um sapo com problemas de autoestima, um gato que não consegue relaxar, ou um pássaro com ódio e ressentimento? Os únicos animais que eventualmente vivenciam alguma coisa semelhante à negatividade, ou mostram sinais de comportamento neurótico, são os que vivem em contato íntimo com os seres humanos e assim se ligam à mente humana e à insanidade deles.

Observe as plantas e animais, aprenda com eles a aceitar aquilo que É. Deixe que eles lhe ensinem o que é Ser, o que é integridade, estar em Unidade, ser você mesmo, ser verdadeiro. Aprenda como viver e como morrer, e como não fazer do viver e do morrer um problema.

(por Eckhart Tolle em O Poder do Agora)


Autor: Eckhart Tolle / http://www.eckharttolle.com/
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Eckhart Tolle - "Você é capaz de sentir sua própria presença?"

"Criando uma nova Terra juntos"
Quando a consciência não está mais totalmente absorvida pelo pensamento, parte dela permanece no seu estado original, não condicionado, sem forma. Esse é o espaço interior.

A vida da maioria das pessoas é um amontoado desordenado de coisas: itens materiais, tarefas a fazer questões sobre as quais pensar. Esse tipo de vida se assemelha à história da humanidade, definida por Churchill, como “uma maldita coisa depois da outra”.

A mente dessas pessoas é ocupada por um emaranhado de pensamentos, um após o outro. Essa é a dimensão da consciência dos objetos, que é a realidade predominante de um grande número de indivíduos – e é por isso que a vida deles é tão confusa. Essa consciência precisa ser equilibrada pela consciência do espaço para que a sanidade retorne ao nosso planeta e a humanidade cumpra seu destino. O surgimento da consciência do espaço é o próximo estágio da evolução da nossa espécie.

O sentido da consciência do espaço é que, além de estarmos conscientes das coisas – que sempre se resumem a preocupações, pensamentos e emoções – existe um estado subjacente de atenção. Isso quer dizer que temos consciência não apenas das coisas (objetos), como também do fato de que estamos conscientes. É o que ocorre quando somos capazes de sentir um silêncio interior sempre alerta de fundo enquanto os eventos acontecem no primeiro plano. Essa dimensão está presente em todos nós. No entanto, para a maioria das pessoas, ela passa totalmente despercebida. Às vezes eu a aponto da seguinte maneira: “Você é capaz de sentir sua própria presença?”

Quando não estamos totalmente identificados com as formas, a consciência – quem nós somos – se vê livre do seu aprisionamento na forma. Essa liberdade é o surgimento do espaço interior. Ele chega como um estado de silêncio e calma, uma paz muito sutil enraizada dentro de nós, mesmo diante de algo que parece mau. De repente existe espaço em torno do acontecimento. Há também espaço ao redor dos altos e baixos emocionais, até mesmo da dor.

E, acima de tudo, existe espaço entre nossos pensamentos. Desse espaço emana uma paz que não é “deste mundo”, porque este mundo é forma, enquanto a paz é espaço.

Essa é a paz de Deus.

Eckhart Tolle


Autor: Eckhart Tolle / http://www.eckharttolle.com/
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

VALE A PENA LER DE NOVO - ECKHART TOLLE - AQUI E AGORA

AQUI E AGORA
ECKHART TOLLE



Nenhuma vida é inteiramente isenta de dor e de desgosto.
Não será preferível aprender a viver com eles do que tentar evitá-los?




A maior parte da dor humana é desnecessária.
Cria-se a si própria enquanto for a mente inobservada a dirigir a sua vida.



A dor que você criar agora será sempre uma certa forma de não aceitação, uma certa forma de resistência inconsciente aquilo que é. Ao nível do pensamento, a resistência é uma certa forma de julgamento. Ao nível emocional, é uma certa forma de negatividade.



A intensidade da dor depende do grau de resistência ao momento presente, e essa resistência por seu lado depende de quão fortemente você estiver identificado com a sua mente. A mente procura sempre recusar o Agora e fugir dele. 



Por outras palavras, quanto mais identificado você estiver com a sua mente, mais sofrerá. Ou poderá colocar a questão deste modo: quanto mais você honrar e aceitar o Agora, mais livre estará da dor, do sofrimento - e da mente egóica.



Por que é que a mente recusa ou resiste habitualmente ao Agora?



Porque ela não consegue funcionar nem permanecer no poder sem o tempo, que é passado e futuro e, por conseguinte, para ela o Agora representa uma ameaça. De fato, o tempo e a mente são inseparáveis.



Imagine a Terra desprovida de vida humana, habitada apenas por plantas e animais. Teria ela ainda um passado e um futuro? Poderíamos nós falar de tempo de maneira que fizesse sentido? As perguntas "Que horas são?" ou "Que dia é hoje?" - se houvesse quem as fizesse — não fariam qualquer sentido.



O carvalho ou a águia ficariam estupefatos com tais perguntas.
"Que horas são?" , perguntariam.
"Bem, é claro que é agora. Que mais poderia ser?"



Sim, é certo que precisamos da mente assim como do tempo para funcionarmos neste mundo, mas a certa altura eles tomam conta das nossas vidas, e é aí que a disfunção, a dor e o desgosto se instalam.



A mente, para garantir que permanece no poder, procura constantemente encobrir o momento presente com o passado e o futuro e, assim, ao mesmo tempo que a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, começam a ficar encobertos pelo tempo, também a sua verdadeira natureza começa a ficar encoberta pela mente.



Um fardo de tempo, cada vez mais pesado, tem vindo a acumular-se na mente humana. Todos os indivíduos sofrem sob esse fardo, mas também o tornam mais pesado a cada momento, sempre que ignoram ou recusam esse precioso Agora ou o reduzem a um meio para alcançarem um determinado momento futuro, o qual só existe na mente e nunca na atualidade. A acumulação de tempo na mente humana, coletiva e individual, contém igualmente uma enorme quantidade de dor residual que vem do passado.



Se quiser deixar de criar dor para si e para os outros, se quiser deixar de acrescentar mais dor ao resíduo da dor passada que continua a viver em si, então deixe de criar mais tempo, ou pelo menos crie apenas o tempo necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida.



Como deixar de criar tempo? Compreendendo profundamente que o momento presente é tudo o que você algum dia terá. Faça do Agora o foco principal da sua vida.



Atendendo a que antes você vivia no tempo e fazia curtas visitas ao Agora, estabeleça a sua morada no Agora e faça curtas visitas ao passado e ao futuro quando precisar de lidar com os aspectos práticos da sua situação de vida.



Diga sempre "sim" ao momento presente. 



Que poderia ser mais fútil, mais insensato do que criar resistência interior a algo que já é?
Que poderia ser mais insensato do que opor-se à própria vida, que é agora e sempre será agora?



Submeta-se aquilo que é. Diga "sim" à vida - e verá como de repente a vida começará a trabalhar para si em vez de contra si.



O momento presente é por vezes inaceitável, desagradável ou terrível.
É aquilo que é.



Observe como a mente classifica esse momento e como esse processo de classificação, esse permanente ditar de sentenças, cria dor e infelicidade. Ao observar os mecanismos da mente, você sai para fora dos seus padrões de resistência e então poderá permitir que o momento presente seja. Isso dar-lhe-á um vislumbre do estado interior livre de condições exteriores, do estado de verdadeira paz profunda. Depois veja o que acontece, e tome providências se for necessário ou possível.



Aceite - e depois atue.



Seja o que for que o momento presente contenha, aceite-o como se fosse escolha sua.
Trabalhe sempre com ele, não contra ele.
Faça dele um amigo e um aliado, e não um inimigo.



Milagrosamente, isso transformará toda a sua vida. 



Por favor, respeite os créditos ao compartilhar
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO - http://www.decoracaoacoracao.blog.br
DE CORAÇÃO A CORAÇÃO - https://lecocq.wordpress.com
Enviado por Silvana Toti - Grata Sil!



LUZ!
STELA


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