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terça-feira, 14 de abril de 2020

Maria Madalena - "Jornada pelo deserto"

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Queridas e lindas pessoas,

Eu sou Maria Madalena. Faço parte deste grupo; vocês são minha família de alma. Estou aqui entre iguais, entre pessoas afins, e cada um de vocês tem um propósito semelhante ao meu. Não sou o único ser do lado de cá que está presente aqui. Esta sala está cheia da energia radiante dos seus guias e ajudantes. Eles querem abraça-los. Nós queremos criar um canal aqui, através do qual vocês possam receber o que precisam: amor, conforto e encorajamento.

Recebam tudo isto de braços abertos, pois vocês o merecem. A vida para vocês é uma luta. Estão tentando sobreviver e se manter neste mundo, um mundo que, em muitos aspectos, não ressoa com vocês, não reflete os movimentos mais profundos de suas almas. Para muitos, a vida aqui na Terra é como uma árdua jornada através de um deserto árido. O que falta é uma direção, um caminho claro, uma visão do que está por vir. Vocês se sentem sozinhos aqui, e eu quero tocá-los, sentir seus corações e lembrá-los de quem vocês são.

Há pouco eu disse que meu objetivo é o mesmo que o de vocês. Estamos todos aqui na Terra para ajudar, apoiar e acelerar os processos de transformação nos quais a humanidade se encontra. Vocês são os professores de uma nova era e se perguntam como podem ajudar a mudar a consciência na Terra. Bem, vocês ajudam quando permitem que a nova consciência nasça em vocês mesmos. É assim que podem ajudar; vocês levam fertilidade ao deserto, vocês cuidam do deserto com sua consciência recém-nascida. Desta maneira, surge uma nova vida na Terra. Novo desenvolvimento e florescimento surgem em um lugar onde a seca e a aridez reinavam; um lugar onde o medo e o poder prevaleceram por longo tempo, e onde o ânimo e a inspiração foram banidos nas pessoas.

Não pensem, por um instante sequer, que estou pintando um quadro sombrio demais da sua história, porque vocês não sabem o que é vivenciar a leveza e a verdadeira alegria e realização na vida. Vocês se esqueceram o que é ser uma criança humana que se sente segura enquanto vive entre o Céu e a Terra; o que é brincar em liberdade, sabendo que é sustentada pelos elementos da Terra e bem-vinda aqui; o que é ser guiada pelo Céu e sua energia que a ajudam de lá. Isto, sim, é a verdadeira alegria; é assim que a vida na Terra deveria ser! Entretanto, mesmo assim, ainda há muito a aprender, a descobrir, a experimentar na vida, sabendo, ao mesmo tempo, que se está envolvido em segurança. É isto que muitos de vocês desejam: uma vida envolta em segurança, em amor e carinho. Vejo-os ansiando por isto, e sei que podem tê-lo.

Desejem, sim, esse outro mundo, esse nível de vibração ao qual vocês verdadeiramente pertencem. Acalentem esse desejo, porque ele é como um farol que os guia. Ao mesmo tempo, peço a cada um que perceba as partes de si mesmo que ainda não chegaram tão longe, os aspectos seus que ainda estão presos ao mundo antigo, ainda apegados, por assim dizer, ao deserto, à aridez e à seca. A verdade é que existem partes suas que estão ligadas ao antigo modo de ser, que ainda não são capazes de abandoná-lo e crescer com o novo. Neste momento, está ocorrendo uma mudança maciça no coração das pessoas, está havendo uma elevação de consciência no mundo. Há um desejo crescente no ser humano de ser natural e espontâneo e, como acabo de descrever, isto deve se desenvolver a partir de um senso de segurança.

Vocês são os precursores deste processo, os pioneiros. Cada um de vocês traz em si o germe do professor, do orientador de outros. Ao mesmo tempo, está mergulhado no abismo mais profundo, conhecido por “noite escura da alma”. Você deseja chegar ao novo território, quer explorar um novo terreno, mas, antes de tudo, precisa despedir-se completamente do seu antigo lugar, com suas energias carregadas de medo, dor e julgamento; um lugar ao qual você ainda se apega.

Então, justamente quando você é um professor, ou está no processo de tornar-se um, você é jogado nas profundezas para descobrir tudo que o conecta com a situação antiga e que precisa ser liberado. Você é literalmente lançado nas profundezas quando passa a se dedicar à abertura da sua consciência ao novo. É por isto que estamos todos aqui com você: eu e seus guias junto com outros professores. Nós o louvamos por sua coragem, porque você sabia, quando começou sua vida na Terra, que este seria um período de transformação, durante o qual teria que encarar e enfrentar as partes mais sombrias de si mesmo. E esta é justamente a chave que abre a porta para o novo.

O que o torna tão corajoso é que você se aventurou no salto sem saber exatamente que profundidade o esperava. Ao encarnar, ao mergulhar em uma nova vida terrena, você perde a clareza e a visão geral que possui como alma nos reinos além da Terra. Você mergulha na ignorância e no esquecimento, mas com a profunda confiança de que encontrará o caminho de volta ao Lar, de que saberá o que precisa fazer. Este é um ato de muita coragem e quero que você se orgulhe disto.

Se não souber como proceder em sua vida, como lidar com padrões muito persistentes de medo, de dor ou tristeza; se tiver a sensação de estar preso, perceba que você assumiu esta jornada com grande coragem e grande inspiração, com o intuito de contribuir para uma nova consciência na Terra. De certo modo, você se sacrifica, renunciando a tudo o que há de antigo e ansioso em você, para poder experimentar o novo; e, assim fazendo, pode também ser um exemplo para outros.

Mas, é importante entender a natureza desta renúncia. Não é exatamente um sacrifício que você faz pelos outros ou pelo mundo. É uma reverência profunda à sua própria essência, àquilo que transcende seu conhecimento humano e sua vontade humana; é uma reverência à sua própria grandeza como alma. Nesta vida, seu objetivo é realmente dar prioridade à alma e seu destino, mesmo que isto às vezes faça com que você, como ser humano, se contorça de dor e o encha de desgosto e desespero. Entretanto, peço-lhe que tenha respeito por si mesmo e pelos outros que estão passando por um processo semelhante.

Não julgue, porque a profundidade da “noite escura da alma”, a escuridão pela qual qualquer pessoa esteja passando, não diz nada sobre o ponto em que essa alma, esse ser humano, se encontra, em seu caminho interior. Dispor-se a enfrentar profundamente certos aspectos de si mesmo é um claro sinal de força e coragem; e às vezes, este encontro parece vir de fora. Digamos, por exemplo, que alguém esteja tendo que lidar com uma doença muito séria, ou com um grande infortúnio no nível humano, e você, vendo isso, pensa: “Eu não quero nada disso para mim! Quero ser poupado disso e viver na luz!” Entretanto, existem níveis mais profundos em você que dizem “sim” para a escuridão, partes de você que sentem e sabem… “Há algo em mim que precisa dessa experiência de vida. A escuridão quer ser vista, ela tem sentido para mim, e mesmo que eu grite e chore de dor e medo, eu confio nesse processo.” Este é o seu maior desafio… confiar na “noite escura da alma”.

Perder a confiança é algo muito humano. O que você precisa, quando perde a confiança, é de compaixão e compreensão. Quando toda a luz desaparece, a compaixão é a energia que se mantém por mais tempo e alcança mais longe. Pensar que você sabe o que é melhor para o outro, ou oferecer-lhe conselhos bem-intencionados não é a forma de se conectar com uma pessoa angustiada, ou mesmo consigo mesmo quando você se sente assim. Essa conexão só é possível através da compaixão. Estar junto do outro e realmente ouvi-lo e compreendê-lo, envolvendo-o com calor humano, reverência e respeito… esta é a energia que traz a maior cura para aquele que está passando pela “noite escura da alma”.

Geralmente você não consegue oferecer a si mesmo esta compaixão quando se encontra no mais fundo da “noite escura da alma”, quando está enfrentando as partes mais sombrias de si, as quais rejeita. Você não se ama, talvez até se deteste. Você tem ideias preconcebidas a respeito da situação em que se encontra, da posição em que deveria estar, o que deveria ter feito… Muitas vezes, se afunda em preconceitos e autocrítica, em arrependimentos e remorsos, que o paralisam. Isto é o oposto da compaixão por si mesmo.

Estes são os níveis mais profundos em que a consciência humana pode mergulhar: as camadas de medo, autonegação, raiva, remorso, resistência, depressão. A chave é atrever-se a estender a mão para mim com um sentimento de igualdade, porque eu o entendo, eu o vejo, eu ouço você. Criar esse espaço para o outro é o que podemos fazer um pelo outro. Atualmente há muita necessidade disto. Um ser humano que tenha atingido o ponto mais profundo da “noite escura da alma” está sozinho, de certa forma, mas faz uma enorme diferença quando as pessoas o apoiam sem julgamento e numa posição de igualdade.

Veja bem, isto também é essencial na profissão de professor neste Novo Tempo. Não se trata de discursar do alto de um palanque, ou de citar livros cheios de sabedoria ou princípios elevados, mas de realmente ajoelhar-se ao lado de alguém e estender-lhe a mão em igualdade. Porque o seu saber vem de ter vivenciado essa profundidade, ou da sensação de que poderá estar lá em algum momento futuro. Se conseguir colocar-se nesse espaço com o outro e lhe oferecer aceitação e compreensão, você estará com os dois pés na Nova Terra, pois terá sacrificado seu ego – aquilo que "sabe mais" e quer manter o controle.

No nível da espiritualidade, você também pode ter um ego cheio de ideias elevadas, mas estar muito pouco enraizado em sua condição de ser humano, e em vez de ser fluido e flexível, ser inflexível e rígido demais. O que acontece durante a "noite escura da alma" é que você é convidado e desafiado a deixar de lado todas as suas ideias rígidas e realmente seguir o que está vivo, o que está acontecendo de fato. Outra pessoa pode ajudá-lo nisso, mas você deve se desapegar em seu nível mais profundo.

Acredite que você está bem como é, que você é um filho inocente da vida, que não precisa se defender; uma criança que está segura na Terra e sob os Céus. A intenção da “noite escura da alma” é justamente leva-lo a sentir isso novamente. Tudo o que não seja seu, tudo que seja falso, inflexível e rígido – especialmente em relação a você – precisa ser liberado. E isto dói, porque você pode estar apegado à rigidez e à severidade, as quais talvez lhe deem uma falsa sensação de certeza, mas que não são vivas, que não são reais.

Na verdade, você é uma fonte vibrante de luz – uma luz fluida. Imagine que esta fonte de luz está no seu abdome, e dela flui uma energia vibrante para o seu coração e todo o seu corpo. Esta energia é nova e cheia de vida, ela torna a Terra fértil. Sinta essa energia no meio do seu abdome. É uma energia que vem diretamente da sua alma, e é tão poderosa que destrói todas as antigas armadilhas e estruturas que você nutria. Portanto permita que essa energia flua.

Você já conseguiu muita coisa internamente. Orgulhe-se de si mesmo, reconheça sua própria grandiosidade. Não hesite em dar espaço para a luz que brilha através de você. E fazer isto não tem nada a ver com o ego. Trata-se de se desapegar, não mais reter o que deveria fluir através de você: alegria, compreensão, sabedoria, compaixão e luz – uma luz bem fundamenta, que não julga.

Eu saúdo todos vocês de coração. Sintam mais uma vez a energia do poder e da luz. Gostaríamos de presenteá-los com um banho de energia, de luz – simplesmente digam “sim” a isto. Nós os amamos e respeitamos profundamente quem vocês são.


Canal: Pamela Kribbe           
Tradução: Vera Corrêa /  veracorrea46@ig.com.br
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

DOIS MEDOS PROFUNDOS - Maria Madalena


DOIS MEDOS PROFUNDOS

(Mensagem de Maria Madalena, através de Pamela Kribbe)
Eu sou Maria Madalena e ajoelho-me diante de vocês, com admiração e respeito pelo que estão fazendo na Terra. Vocês estão abrindo novos caminhos de consciência e estão fazendo isto enquanto ainda carregam os pesos do passado dentro de si. Antigos sofrimentos e ansiedades vêm à tona exatamente porque novos modos de consciência estão se infiltrando em sua percepção, seu corpo e suas emoções. Na criação real de novos caminhos de consciência, vocês curam a antiga dor.
Parece que isto deveria ter acontecido no passado… vocês estiveram na Terra tantas vezes antes… mas até agora não era possível criar novos caminhos. Ainda havia muita consciência presa às velhas instituições de poder e autoridade, e as pessoas estavam aprisionadas pelo medo de não conseguir sobreviver, pela ansiedade no plano físico, ou pelo medo de ser socialmente condenadas ao ostracismo.
 Estes medos são muito profundos nas pessoas. Se você não sabe quem você é, se está imerso nas estruturas de inconsciência que é mantida pela sociedade, então você acredita que é seu corpo, e o medo pela sobrevivência atinge-o no mais profundo do seu ser, pois, neste caso, morrer significa ser destruído. Surgem, então, impulsos intensos para resistir e estes podem levá-lo a destruir outra pessoa, se for necessário, para assegurar sua própria sobrevivência. Este é um medo básico primitivo.
E há também o medo de ser banido da sociedade, de não poder mais pertencer ao grupo, que também é um medo muito profundo nas pessoas.
Se você não está consciente do seu eu-alma, da sua essência divina, você pensa que é um corpo, e que é uma personalidade socialmente moldada nesse corpo. A personalidade, que é formada pelas influências sociais do passado, foi e ainda está sendo moldada pelo medo. Você quer pertencer ao grupo; quer ser aceito por outras pessoas. Existe uma parte indefesa em você que deseja ser sustentada, aprovada e acolhida. Esta é a parte sua que deseja pertencer, e ela ainda é muito forte em todas as pessoas.
Você acaba de emergir de um modo de pensar e viver que era dominado pelo poder e a impotência, que estava sob o domínio do medo. Sinta em si mesmo, no seu próprio campo energético, onde essas antigas energias ainda estão agindo. Sinta isto intuitivamente. Observe se existem áreas cinzentas, ou até mais escuras, agindo visivelmente na sua aura ou no seu corpo. Perceba a ação dessas velhas energias, como ansiedade, obediência exagerada, medo pela sobrevivência e medo de ser rejeitado e ficar só. Estes são os dois maiores medos que limitavam as pessoas no passado.
A transição para o novo leva tempo. Você pode muito bem imaginar que há muito trabalho a ser feito para abandonar antigos medos, para chegar a confiar realmente na consciência do coração, numa nova consciência que afirma que você não é apenas seu corpo. Seu corpo faz parte de você, é uma parte preciosa na qual você vive temporariamente e através da qual você se expressa. Mas você é muito mais do que isso. Você é uma consciência de alma, uma luz viva, que é independente de formas físicas e materiais. Isto é um grande salto de consciência! E talvez um salto maior ainda seja o fato de você estar livre da pressão social. Porque a pressão social – ter que pertencer ao grupo – muitas vezes leva as pessoas ao nível vibratório mais baixo: a consciência de multidão. Geralmente aquilo que domina um grupo ou uma multidão, uma estrutura de poder ou um indivíduo, evoca os maiores medos nas pessoas e as manipula.
 Estes medos são os dois maiores obstáculos que as pessoas experimentaram no passado. E graças a esses medos, elas descem ao espaço do “nós”, do pertencimento, opondo-se a outras pessoas ou coisas que estejam fora do seu grupo. E assim começam a pensar em termos de “nós contra eles”, de forma que pertencer ao grupo se torna algo vital. O medo, então, precisa ser sempre confirmado, junto com as justificadas soluções para ele. O modo de lidar com esses medos inclui violência e domínio daqueles que estão fora do grupo. Estes temas estão vindo à superfície com muita força neste momento, como se pode ver no mundo à sua volta.
 Uma consciência maior é necessária agora, uma consciência que conecte e enxergue a igualdade entre todas as pessoas, mesmo que venham de ambientes totalmente diferentes, com histórias e culturas diferentes; uma consciência que enxergue no outro o que vocês têm em comum, mesmo que ele seja muito diferente de você. Esta é a tarefa deste momento, tanto no nível individual, interior, quanto entre países e culturas. Esta é a grande quebra de barreiras que vai curar o mundo. E o maior passo para essa cura é abandonar a identificação com seu corpo e com sua personalidade socialmente formada; é elevar-se acima dessas identificações e novamente reconhecer o chamado da sua alma. Sua alma lhe diz que tudo é possível, enquanto o medo em você insinua que muito pouco é possível, que você precisa se proteger, por exemplo, dos outros, ou de doenças… Mas a alma que vive em você é corajosa e forte, ela transcende as limitações.
 Gostaria de lhe dizer que você – a pessoa com quem estou falando agora – já vem ajudando a aumentar a consciência na Terra há muitas vidas e há bastante tempo. Antes desta vida, você já experimentou a sensação de unidade da qual eu falo, o fato de ser mais do que um corpo, a sensação de ser uno com outro, mesmo que o outro venha de uma experiência muito diferente da sua. Você já conhece o sentimento de querer se elevar acima de classe e posição social, embora esta energia nem sempre tenha sido bem-vinda na Terra. Foi um processo de aprendizagem ter que lidar com a diferença entre sua forma de sentir e pensar e a forma de sentir e pensar do mundo ao seu redor, ou com o modo que a maioria das pessoas percebe as coisas. E não se esqueça que muitas pessoas gostariam de pensar de outra forma, gostariam de sentir de forma diferente, porque ninguém é feliz nas garras do medo, ninguém deseja isso.
O que está acontecendo nesta época, é que as pessoas estão ficando cada vez mais fartas da vida baseada no medo. Existe agora tanta energia nova na atmosfera da Terra – uma sensação tão intensa da possibilidade das coisas serem diferentes – que as pessoas estão despertando. E certamente os jovens, as novas gerações que estão nascendo na Terra, estão sentindo mais e mais o gosto desta nova energia que você vem carregando consigo há séculos, e sentem cada vez menos prazer nas velhas formas de ser e viver. Mas, do ponto de vista dos padrões de pensamento existentes, esta energia da nova geração é algo selvagem, caótico, que não se adapta às normas estabelecidas e leva a problemas de comportamento. Entretanto, esta energia contém as “dores do parto”; algo novo está querendo nascer.
 Chego agora ao ponto principal desta conversa. Você está aqui como um mentor, para servir de parteira no nascimento desta nova energia, neste momento. Entretanto, isto exige muito de você, porque você ainda traz dentro de si os traumas de maus julgamentos e rejeição; você sabe o que é ser julgado por suas ideias inovadoras. Parte do seu legado é ser socialmente isolado, ser diferente, e isto vem deixando ferimentos emocionais em você, desde o dia em que você nasceu… na verdade, antes mesmo desta sua vida ter começado. 
 Este é o momento em que lhe será pedido para sair da sua concha, para se mostrar, se apresentar, a fim de ajudar a nova energia que se manifesta agora especialmente através dos jovens, e orientá-los, por assim dizer. Você pode ser um canal, porque tem um entendimento profundo tanto do antigo quanto do novo. Você conserva uma perna na velha energia, pela qual foi ferido, portanto é capaz de ter compaixão pelas pessoas que estão com medo de serem rejeitadas e ficarem sós. Você também tem compaixão pelas pessoas que estão aterrorizadas de morrer, por acreditarem que não existe nada além do corpo físico. Sua consciência expandiu-se justamente porque você teve que viver e trabalhar no escuro, portanto você é um dos que podem ser uma ponte entre o velho e o novo.
 Assim, apelo a você. Peço-lhe que assuma seu lugar natural, embora eu saiba o quanto este esforço pode lhe custar. Você ficou tão acostumado a pensar que não existe nenhum lugar para você, que se sente totalmente desgastado pelo esforço. Mas é justamente neste ponto que você é levado a realizar sua tarefa. No momento em que pensa: “Eu desisto, não há mais nada que eu possa fazer…”, este se torna o ponto de virada, quando você consegue finalmente permitir que qualquer coisa que aconteça possa fluir através de si. Você deixa de lado sua vontade pessoal, suas ideias de como as coisas deveriam ser, e se permite mover com o fluxo da sua alma.
O poder que você desenvolveu, e também a dor que sofreu, de alguma forma quebraram o seu ego. E isto é um processo doloroso, pois todo ego é contrário à dor e a ser despedaçado. Entretanto, este é o único meio, porque, num certo sentido, a dor e o trauma que você carrega consigo fazem parte do caminho. Quando você realmente sente esta dor e a envolve com compaixão, você a deixa ir; você tem vontade de “morrer”, por assim dizer, devido ao conhecimento de que algo maior o está carregando; você se entrega à sua essência mais profunda e verdadeira, e não mais luta contra a realidade terrena.
 Você inclusive desiste de tentar convencer os outros, porque se tornou verdadeiramente você mesmo. Você não está mais aqui para mudar os outros, nem está mais aqui para mudar a si mesmo; está apenas sendo você. E esta é exatamente a sua função de ponte, que é o seu lugar natural. É isto o que quero dizer quando falo em “assumir seu lugar natural.” Tenha compaixão por si mesmo e pela velha dor que permanece em sua vida, e deixe que a cura simplesmente aconteça. Ao enxergar este processo como parte do seu caminho, e deixar a velha dor onde ela está, a cura acontecerá por si mesma. Ajuda chegará para você de todos os lados. Tudo o que aspira à vida, ao crescimento e à alegria, deseja lhe ser útil… os guias, as forças auxiliadoras do universo… Você só precisa estar disposto a assumir seu lugar natural e dizer para si mesmo: “Eu não vou mais viver de acordo com o medo. Os medos ainda podem estar por aí, mas eu sou mais, muito mais do que isso. E me recordo disto todos os dias.”
Então verá que a vida o leva ao lugar ao qual você pertence, onde se sente bem, onde pode vivenciar alegria e felicidade. Ser um trabalhador da Luz, aquele que traz a mudança, não precisa mais ser um dever pesado e cheio de agonia. Isto pertence ao passado e não é mais o seu destino. A estrada para o novo também significa para você um novo nascimento, em paz com a Terra e onde você pode assumir seu lugar de uma forma natural.
E finalmente, observe se as palavras “assumir seu lugar natural” trazem imagens espontaneamente à sua mente. Talvez lhe venham à mente lugares do seu cotidiano, ou situações, ou ocupações… ou surja algo que possa ser uma possibilidade para o futuro. Onde você se sente realmente relaxado e feliz? Esses são os lugares em que você pode deixar sua energia fluir naturalmente. Veja se alguém o chama… talvez você o reconheça como uma pessoa conhecida. Ou talvez surja um ambiente na sua visão mental… Observe se há algum lugar que o convide alegremente a ir para lá. E não tenha medo de experimentar as coisas, porque há bastante espaço para brincar livremente.
 Assumir o seu poder é voltar a sentir-se em casa na Terra sendo quem você realmente é e assumindo seu lugar aqui. Isto parece muito simples, mas é a culminação de uma longa jornada que você criou como alma. Peço-lhe que se entregue a esse lugar; ele não está mais tão distante.
Muito obrigada pela sua atenção.
 Maria Madalena 
© Pamela Kribbe www.jeshua.net
Tradução de Vera Corrêa veracorrea46@gmail.com
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