terça-feira, 16 de julho de 2013

Cientistas provam DNA pode ser reprogramado por palavras e frequências

Postado por Tesanj em 01:12

Pesquisa científica russa, direta ou indiretamente explica fenômenos como a clarividência, a intuição, atos espontâneos e remoto de cura, auto-cura, técnicas de afirmação, a luz incomum / aura em torno de pessoas (mestres espirituais nomeadamente), a influência da mente sobre padrões climáticos e muito mais. Além disso, há evidências de um novo tipo de medicina nas quais o DNA pode ser influenciado e reprogramado por palavras e freqüências SEM cortar e substituir únicos genes do DNA humano ; é uma Internet biológica e superior em muitos aspectos à artificial.
A Academia de lingüistas russos descobriu que o código genético, especialmente no aparentemente inútil 90%(DNA Lixo) , segue as mesmas regras como todas as nossas linguagens humanas. "Seus resultados, descobertas e conclusões são simplesmente revolucionários!  Apenas 10% do nosso DNA está sendo usado para a construção de proteínas. 
Eles descobriram que os alcalinos de nosso DNA seguem uma gramática regular e têm regras de jogo  como nossos idiomas. Para este fim, eles compararam as regras da sintaxe (a forma em que as palavras são colocados juntos para frases e sentenças de formulário), semântica (o estudo do significado nas formas de linguagem) e as regras básicas da gramática. É este subconjunto do DNA que é do interesse dos pesquisadores ocidentais e está sendo examinado e categorizado. Línguas para humanos não aparecem por acaso, mas são um reflexo do nosso DNA inerente 
Segundo eles, nosso DNA não é apenas responsável pela construção de nosso corpo, mas também serve como armazenamento de dados e na comunicação. "Os investigadores russos, no entanto, convencidos de que a natureza não era muda, juntou-se a lingüistas e geneticistas em uma aventura para explorar os 90% de" DNA lixo. 
O biofísico russo e biólogo molecular Pjotr ​​Garjajev e seus colegas também exploraram o comportamento vibratório do DNA. "Isto significa que, por exemplo, gestão de modular certos padrões de frequência para um raio laser e com isso influencia-se a frequência do ADN e, portanto, a própria informação genética. Desde que a estrutura de base de pares ADN alcalinas e da linguagem (como explicado anteriormente) são da mesma estrutura, não é necessário descodificar o ADN. ] O resultado final foi: "cromossomos vivos funcionam os computadores apenas como solitônicas / holográficos usando a radiação de laser endógena DNA. [Para efeitos de concisão Vou dar apenas um resumo aqui. 
Isto, também, foi provado experimentalmente!  substância viva  ADN (em tecido vivo, não in vitro) sempre reagia a raios laser língua modulados e até às ondas de rádio, se as frequências apropriadas estão sendo utilizadas para posterior exploração consultar o apêndice no final deste artigo. Pode-se simplesmente usar palavras e sentenças da linguagem humana! Enquanto os pesquisadores ocidentais cortar genes únicos das fitas de DNA e inseri-los em outro lugar, os russos entusiasticamente trabalhou em dispositivos que podem influenciar o metabolismo celular através de ondas de rádio moduladas adequadas e freqüências de luz e assim reparar defeitos de genética . Assim eles transformaram com êxito, por exemplo, embriões da rã para embriões de salamandra, simplesmente transmitir os padrões de informação do DNA! 
Pontos este experimento para o imenso poder de onda genética, que obviamente tem uma influência maior na formação dos organismos do que os processos bioquímicos das seqüências alcalinas. Isso explica finalmente e cientificamente por que as afirmações, o treinamento autógeno, hipnose e similares podem ter efeitos tão fortes nos seres humanos e seus corpos. 
Desta forma, toda a informação foi transmitida sem nenhum dos efeitos colaterais ou desarmonia encontrados durante o corte e re-introdução de genes isolados a partir do ADN . O grupo de pesquisa de Garjajev conseguiu provar que com este método cromossomos danificados por raios-x, por exemplo, podem ser reparados. É perfeitamente normal e natural para o nosso DNA reagir à linguagem. Isso representa algo inacreditável, transformando num revolução mundial e sensação! 
Tudo isto pela simples aplicação da vibração e da linguagem em vez do procedimento de corte arcaico!  Eles até capturaram padrões de informação de um DNA particular e transmitiram para outro, reprogramando assim as células para outro genoma. professores esotéricos e espirituais conheceram por eras que o nosso corpo é programável pela linguagem, palavras e pensamentos. Isso já foi cientificamente provado e explicado. É claro que a freqüência tem que ser correta. E é por isso que nem todos são igualmente bem sucedidos ou podem fazê-lo sempre com a mesma força. O indivíduo tem de trabalhar sobre os processos internos e maturidade, a fim de estabelecer uma comunicação consciente com o ADN. 
Os pesquisadores russos trabalham em um método que não depende destes fatores, mas que SEMPRE funcionará, desde que se usa a freqüência correta. Mas a desenvolver a consciência de um indivíduo com maior maturidade , menos necessidade há para qualquer tipo de dispositivo! Pode-se alcançar estes resultados por si mesmo, e a ciência finalmente parar'a de rir de tais idéias , confirmará e explicara os resultados. E não termina aí..
Os cientistas russos também descobriram que o nosso DNA pode causar padrões perturbadores no vácuo, produzindo assim buracos de minhoca magnetizados! Wormholes são os equivalentes microscópicos do chamado pontes Einstein-Rosen na vizinhança dos buracos negros (deixadas por estrelas queimados).? Estes são conexões de túnel entre áreas totalmente diferentes no universo através das quais a informação pode ser transmitida fora do espaço e do tempo. O DNA atrai estes pedaços de informação e as passa para a nossa consciência. Este processo de comunicação hiper é mais eficaz em um estado de relaxamento. Stress, preocupações ou um intelecto hiperativo impede a comunicação hiper bem sucedida ou a informação será totalmente distorcida e inútil.

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sexta-feira, 12 de julho de 2013

O Amor, por Krishnamurti

Posted by  on June 26, 2013

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“O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo numa espécie de ilusão de ótica de sua própria consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza (e o universo) em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior.”  Albert Einstein
O AMOR   
Fonte: O livro de Krishnamurti:Liberte-se do Passado” Editora Cultrix – Páginas 71 a 78:
Jiddu Krishnamurti (Madanapalle, Índiaem 11 de maio de 1895 - Ojai, 17 de fevereiro de 1986) foi um filósofo, escritor, e educador indiano. Entre seus temas estão incluídos revolução psicológica, meditação, conhecimento, liberdade, relações humanas, a natureza da mente, a origem do pensamento e a realização de mudanças positivas na sociedade global.
Constantemente ressaltou a necessidade de uma revolução na psique de cada ser humano e enfatizou que tal revolução não poderia ser levada a cabo por nenhuma entidade externa seja religiosa, política ou social. Uma revolução que só poderia ocorrer através do autoconhecimento e da prática correta da meditação para o homem/mulher libertos de toda e qualquer forma de autoridade.)
J. KrishnamurtiA necessidade de segurança nas relações gera inevitavelmente o sofrimento e o medo. Essa busca de segurança atrai a insegurança. Já encontrastes alguma vez segurança em alguma de vossas relações? Já? A maioria de nós quer a segurança no amar e no ser amado, mas existirá amor quando cada um está a buscar a própria segurança, seu caminho próprio? Nós não somos amados porque não sabemos amar.  O que é o amor? Esta palavra está tão carregada e corrompida, que quase não tenho vontade de empregá-la. Todo o mundo fala de amor – toda revista e jornal e todo missionário religioso discorre interminavelmente sobre o amor.
Amo a minha pátria, amo o meu rei, amo um certo livro, amo aquela montanha, amo o prazer, amo minha esposa, amo a Deus. O amor é uma idéia? Se é, pode então ser cultivado, nutrido, conservado com carinho, moldado, torcido de todas as maneiras possíveis. Quando dizeis que amais a Deus, que significa isso? Significa que amais uma projeção de vossa própria imaginação, uma projeção de vós mesmos, revestida de certas formas de respeitabilidade, conforme o que pensais ser nobre e sagrado; o dizer “Amo a Deus” é puro contra-senso. Quando adorais a Deus, estais adorando a vós mesmos; e isso não é amor.
Incapazes, que somos, de compreender essa coisa humana chamada amor, fugimos para abstrações. O amor pode ser a solução final de todas as dificuldades, problemas e aflições humanas. Assim, como iremos descobrir o que é o amor? Pela simples definição? A Igreja o tem definido de uma maneira, a sociedade de outra, e há também desvios e perversões de toda espécie. A adoração de uma certa pessoa, o amor carnal, a troca de emoções, o companheirismo – será isso o que se entende por amor? Essa foi sempre a norma, o padrão, que se tornou tão pessoal, sensual, limitado, que as religiões declararam que o amor é muito mais do que isso. Naquilo que denominam “amor humano”, vêem elas que existe prazer, competição, ciúme, desejo de possuir, de conservar, de controlar, de influir no pensar de outrem e, sabendo da complexidade dessas coisas, dizem as religiões que deve haver outra espécie de amor – divino, belo, imaculado, incorruptível.
Em todo o mundo, certos homens chamados “santos” sempre sustentaram que olhar para uma mulher é pecaminoso; dizem que não podemos aproximar-nos de Deus se nos entregamos ao sexo e, por conseguinte, o negam, embora eles próprios se vejam devorados por ele. Mas, negando o sexo, esses homens arrancam os próprios olhos, decepam a própria língua, uma vez que estão negando toda a beleza da Terra. Deixaram famintos os seus corações e a sua mente; são entes humanos “desidratados”; baniram a beleza, porque a beleza está ligada à mulher.  Pode o amor ser dividido em sagrado e profano, humano e divino, ou só há amor? O amor é para um só e não para muitos? Se digo “Amo-te”, isso exclui o amor a outro? O amor é pessoal ou impessoal? Moral ou imoral? Familial ou não familial? Se amais a humanidade, podeis amar o indivíduo? O amor é sentimento? Emoção? 
O amor é prazer e desejo? Todas essas perguntas indicam – não é verdade? – que temos idéias a respeito do amor, ideias sobre o que ele deve ou não deve ser, um padrão, um código criado pela cultura em que vivemos. Assim, para examinarmos a questão do amor – o que é o amor – devemos primeiramente libertar-nos das incrustações dos séculos, lançar fora todos os ideais e ideologias sobre o que ele deve ou não deve ser. Dividir qualquer coisa em o que deveria ser e o que é, é a maneira mais ilusória de enfrentar a vida.
Ora, como iremos saber o que é essa chama que denominamos amor – não a maneira de expressá-lo a outrem, porém o que ele próprio significa? Em primeiro lugar, rejeitarei tudo o que a Igreja, a sociedade, meus pais e amigos, todas as pessoas e todos os livros disseram a seu respeito, porque desejo descobrir por mim mesmo o que ele é. Eis um problema imenso, que interessa a toda a humanidade; há milhares de maneiras de defini-lo e eu próprio me vejo todo enredado neste ou naquele padrão, conforme a coisa que, no momento, me dá gosto ou prazer. Por conseguinte, para compreender o amor, não devo em primeiro lugar libertar-me de minhas inclinações e preconceitos? Vejo-me confuso, dilacerado pelos meus próprios desejos e, assim, digo entre mim: “Primeiro, dissipa a tua confusão. Talvez tenhas possibilidade de descobrir o que é o amor através do que ele não é”.

O governo ordena: “Vai e mata, por amor à pátria!” Isso é amor? A religião preceitua: “Abandona o sexo, pelo amor de Deus”. Isso é amor? O amor é desejo? Não digais que não. Para a maioria de nós, é; desejo acompanhado de prazer, prazer derivado dos sentidos, pelo apego e o preenchimento sexual. Não sou contrário ao sexo, mas vedes no que ele implica. O que o sexo vos dá momentaneamente é o total abandono de vós mesmo, mas, depois, voltais à vossa agitação; por conseguinte, desejais a constante repetição desse estado livre de preocupação, de problema, do “eu”. Dizeis que amais vossa esposa. Nesse amor está implicado o prazer sexual, o prazer de terdes uma pessoa em casa para cuidar dos filhos e cozinhar. Dependeis dela; ela vos deu o seu corpo, suas emoções, seus incentivos, um certo sentimento de segurança e bem–estar. Um dia, ela vos abandona; aborrece-se ou foge com outro homem, e eis destruído todo o vosso equilíbrio emocional; essa perturbação, de que não gostais, chama-se ciúme.  
Nele existe sofrimento, ansiedade, ódio e violência. Por conseguinte, o que realmente estais dizendo é: “Enquanto me pertences, eu te amo; mas, tão logo deixes de pertencer-me, começo a odiar-te. Enquanto posso contar contigo para satisfação de minhas necessidades sociais e outras, amo-te, mas, tão logo deixes de atender a minhas necessidades, não gosto mais de ti”. Há, pois, antagonismo entre ambos, há separação, e quando vos sentis separados um do outro, não há amor. Mas, se puderdes viver com vossa esposa sem que o pensamento crie todos esses estados contraditórios, essas intermináveis contendas dentro de vós mesmo, talvez então – talvez – sabereis o que é o amor. Sereis então completamente livre, e ela também; ao passo que, se dela dependeis para os vossos prazeres, sois seu escravo. Portanto, quando uma pessoa ama, deve haver liberdade – a pessoa deve estar livre, não só da outra, mas também de si própria.
No estado de pertencer a outro, de ser psicologicamente nutrido por outro, de outro depender – em tudo isso existe sempre, necessariamente, a ansiedade, o medo, o ciúme, a culpa, e enquanto existe medo, não existe amor. A mente que se acha nas garras do sofrimento jamais conhecerá o amor; o sentimentalismo e a emotividade nada, absolutamente nada, têm que ver com o amor. Por conseguinte, o amor nada tem em comum com o prazer e o desejo.
O amor não é produto do pensamento, que é o passado. O pensamento não pode de modo nenhum cultivar o amor. O amor não se deixa cercar e enredar pelo ciúme; porque o ciúme vem do passado. O amor é sempre o presente ativo. Não é “amarei” ou “amei”. Se conheceis o amor, não seguireis ninguém. O amor não obedece. Quando se ama, não há respeito nem desrespeito. Não sabeis o que significa amar realmente alguém – amar sem ódio, sem ciúme, sem raiva, sem procurar interferir no que o outro faz ou pensa, sem condenar, sem comparar – não sabeis o que isso significa? Quando há amor, há comparação? Quando amais alguém de todo o coração, com toda a vossa mente, todo o vosso corpo, todo o vosso ser, existe comparação? Quando vos abandonais completamente a esse amor, não existe “o outro”.
O amor tem responsabilidades e deveres, e emprega tais palavras? Quando fazeis alguma coisa por dever, há nisso amor? No dever não há amor. A estrutura do dever, na qual o ente humano se vê aprisionado, o está destruindo. Enquanto sois obrigado a fazer uma coisa, porque é vosso dever fazê-la, não amais a coisa que estais fazendo. Quando há amor, não há dever nem responsabilidade. A maioria dos pais, infelizmente, pensa que são responsáveis por seus filhos, e seu senso de responsabilidade toma a forma de preceituar-lhes o que devem fazer e o que não devem fazer, o que devem ser e o que não devem ser.
Querem que os filhos conquistem uma posição segura na sociedade. Aquilo a que chamam responsabilidade faz parte daquela respeitabilidade que eles cultivam; e a mim me parece que, onde há respeitabilidade, não existe ordem; só lhes interessa o tornar-se um perfeito burguês. Preparando os filhos para se adaptarem à sociedade, estão perpetuando a guerra, o conflito e a brutalidade. Pode-se chamar a isso zelo e amor?
Zelar, com efeito, é cuidar como se cuida de uma árvore ou de uma planta, regando-a, estudando as suas necessidades, escolhendo o solo mais adequado, tratá-la com carinho e ternura; mas, quando preparais os vossos filhos para se adaptarem à sociedade, os estais preparando para serem mortos. Se amásseis vossos filhos, não haveria guerras. 
Quando perdeis alguém que amais, verteis lágrimas; essas lágrimas são por vós mesmo ou pelo morto? Estais pranteando a vós mesmo ou ao outro? Já chorastes por outrem? Já chorastes o vosso filho, morto no campo de batalha? Chorastes, decerto, mas essas lágrimas foram produto da autocompaixão ou chorastes porque um ente humano foi morto? Se chorais por autocompaixão, vossas lágrimas nada significam, porque estais interessado em vós mesmo. Se chorais porque vos foi arrebatada uma pessoa em quem “depositastes” muita afeição, não se trata de uma afeição real. Se chorais a morte de vosso irmão, chorai por ele! É muito fácil chorardes por vós mesmo porque ele partiu. Aparentemente, chorais porque vosso coração foi atingido, mas não foi atingido por causa dele; foi atingido pela autocompaixão, e a autocompaixão vos endurece, vos fecha, vos torna embotado e estúpido.
Quando chorais por vós mesmo, será isso amor? – chorar porque ficastes sozinhos, porque perdestes o vosso poder ; queixar-vos de vossa triste sina, de vosso ambiente – sempre vós a verter lágrimas. Se compreenderdes esse fato, e isso significa pôr-vos em contato com ele tão diretamente como quando tocais uma árvore ou uma coluna ou uma mão, vereis então que o sofrimento é produto do “eu”, o sofrimento é criado pelo pensamento, o sofrimento é produto do tempo. Há três anos eu tinha meu irmão; hoje ele é morto e estou sozinho, desolado, não tenho mais a quem recorrer para ter conforto ou companhia, e isso me traz lágrimas aos olhos.
Podeis ver tudo isso acontecer dentro de vós mesmo, se o observardes. Podeis vê-lo de maneira plena, completa, num relance, sem precisardes do tempo analítico. Podeis ver num momento toda a estrutura e natureza dessa coisa desvaliosa e insignificante, chamada “eu” – minhas lágrimas, minha família, minha nação, minha crença, minha religião – toda essa fealdade está em vós. Quando a virdes com vosso coração, e não com vossa mente, quando a virdes do fundo de vosso coração, tereis então a chave que acabará com o sofrimento.
O sofrimento e o amor não podem coexistir, mas no mundo cristão idealizaram o sofrimento, crucificaram-no para o adorar, dando a entender que ninguém pode escapar ao sofrimento a não ser por aquela única porta; tal é a estrutura de uma sociedade religiosa, exploradora. Assim, ao perguntardes o que é o amor, podeis ter muito medo de ver a resposta. Ela pode significar uma completa reviravolta; poderá dissolver a família; podeis descobrir que não amais vossa esposa ou marido ou filhos (vós os amais?); podeis ter de demolir a casa que construístes; podeis nunca mais voltar ao templo. 
Mas, se desejais continuar a descobrir, vereis que o medo, não é amor, a dependência não é amor, o ciúme não é amor, a posse e o domínio não são amor, responsabilidade e dever não são amor, autocompaixão não é amor, a agonia de não ser amado não é amor, que o amor não é o oposto do ódio, como também a humildade não é o oposto da vaidade. Destarte, se fordes capaz de eliminar tudo isso, não à força, porém lavando-o assim como a chuva fina lava a poeira de muitos dias depositada numa folha, então, talvez, encontrareis aquela flor peregrina que o homem sempre buscou sequiosamente.
Se não tendes amor – não em pequenas gotas, mas em abundância; se não estais transbordando de amor, o mundo irá ao desastre. Intelectualmente, sabeis que a unidade humana é a coisa essencial e que o amor constitui o único caminho para ela, mas quem pode ensinar-vos a amar? Poderá uma autoridade, um método, um sistema ensinar-vos a amar? Se alguém vo-lo ensina, isso não é amor. Podeis dizer: “Eu me exercitarei para o amor. Sentar-me-ei todos os dias para refletir sobre ele. Exercitar-me-ei para ser bondoso, delicado e me forçarei a ser atencioso com os outros”? – Achais que podeis disciplinar-vos para amar, que podeis exercer a vontade para amar? Quando exerceis a vontade e a disciplina para amar, o amor vos foge pela janela.
Pela prática de um certo método ou sistema de amar, podeis tornar-vos muito hábil, ou mais bondoso, ou entrar num estado de não violência, mas nada disso tem algo em comum com o amor.
Neste mundo tão dividido e árido não há amor, porque o prazer e o desejo têm a máxima importância, e, todavia, sem amor, vossa vida diária é sem significação. Também, não podeis ter o amor se não tendes a beleza. A beleza não é uma certa coisa que vedes – não é uma bela árvore, um belo quadro, um belo edifício ou uma bela mulher; só há beleza quando o vosso coração e a vossa mente sabem o que é o amor.

Sem o amor e aquele percebimento da beleza, não há virtude, e sabeis muito bem que tudo o que fizerdes – melhorar a sociedade, alimentar os pobres – só criará mais malefício, porque, quando não há amor, só há fealdade e pobreza em vosso coração e vossa mente. Mas, quando há amor e beleza, tudo o que se faz é correto, tudo o que se faz é ordem. Se sabeis amar, podeis fazer o que desejardes, porque o amor resolverá todos os outros problemas.
Alcançamos, assim, este ponto: Poderá a mente encontrar o amor sem precisar de disciplina, de pensamento, de coerção, de nenhum livro, instrutor ou guia – encontrá-lo assim como se encontra um belo pôr-de-sol?  Uma coisa me parece absolutamente necessária: a paixão sem motivo, a paixão não resultante de compromisso ou ajustamento, a paixão que não é lascívia. O homem que não sabe o que é paixão, jamais conhecerá o amor, porque o amor só pode existir quando a pessoa se desprende totalmente de si própria.
Anahata, o quarto chakra, o centro do coração e do AMOR.
A mente que busca não é uma mente apaixonada, e não buscar o amor é a única maneira de encontrá-lo; encontrá-lo inesperadamente e não como resultado de qualquer esforço ou experiência. Esse amor, como vereis, não é do tempo; ele é tanto pessoal como impessoal, tanto um só como multidão. Como uma flor perfumosa, podeis aspirar-lhe o perfume, ou passar por ele sem o notardes. Aquela flor é para todos e para aquele que se curva para aspirá-la profundamente e olhá-la com deleite. Quer estejamos muito perto, no jardim, quer muito longe, isso é indiferente à flor, porque ela está cheia de seu perfume e pronta a reparti-lo com todos.
O amor é uma coisa nova, fresca, viva. Não tem ontem nem amanhã. Está além da confusão do pensamento. Só a mente inocente sabe o que é o amor, e a mente inocente pode viver no mundo não inocente. Só é possível encontrá-la, essa coisa  maravilhosa que o homem sempre buscou sequiosamente por meio de sacrifícios, de adoração, das relações, do sexo, de toda espécie de prazer e de dor, só é possível encontrá-la quando o pensamento, alcançando a compreensão de si próprio, term ina naturalmente. O amor não conhece oposto, não conhece conflito. 
Podeis perguntar: “Se encontro esse amor, que será de minha mulher, de minha família? Eles precisam de segurança”. Fazendo essa pergunta, mostrais que nunca  estivestes fora do campo do pensamento, fora do campo da consciência. Quando tiverdes alguma vez estado fora desse campo, nunca fareis uma tal pergunta, porque sabereis o que é o amor em que não há pensamento e, por conseguinte, não há o tempo. Podeis ler tudo isto hipnotizado e encantado, mas ultrapassar realmente o pensamento e o tempo – o que significa transcender o sofrimento – é estar cônscio de uma dimensão diferente, chamada “amor”. 
Mas, não sabeis como chegar-vos a essa fonte maravilhosa e, assim, que fazeis? Quando não sabeis o que fazer, nada fazeis, não é verdade? Nada, absolutamente. Então, interiormente, estareis completamente em silêncio.  Compreendereis o que isso significa? Significa que não estais buscando, nem desejando, nem perseguindo; não existe centro nenhum. Há, então, o amor.
Fonte: Krishnamurti; “Liberte-se do Passado” - Ed.Cultrix – Páginas 71 a 78
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terça-feira, 9 de julho de 2013

A Teia do Medo


 A Teia do Medo

 É através das energias emocionais, que circulam nos centros energético-informativos (os Chakras), que a ‘persona’ se conecta com a dimensão espiritual do ser. Precisamos das emoções para compreender o “não-físico”.

A função básica do corpo de desejo (Kama) é converter as vibrações captadas pelos órgãos físicos em sensações, de forma que o instinto básico de sobrevivência, nossa herança unicelular, possa agir em nossa autopreservação. Os centros energético-informativos do corpo etérico são os responsáveis por essa transferência energético-informativa para fins de conversão em sensações. A maioria das vibrações físicas gera sensações neutras, mas algumas delas, quando confrontadas com nosso centro etérico de sobrevivência (primeiroChakra), geram as sensações de “agradável” ou “desagradável” no nosso corpo astral.
Ambas as sensações, “agradáveis” e “desagradáveis”, geram respostas físicas, emocionais e mentais. Uma sensação, no corpo de desejo, quando chega ao corpo mental gera uma percepção. A essa percepção dá-se o nome de “sentimento de prazer”, se for uma sensação agradável, ou “sentimento de dor”, se for desagradável. Assim, a percepção e o sentimento associado envolvem a utilização do corpo astral, e a volta energético-informativa ao Sistema Nervoso Mental e Emocional torna a percepção e o sentimento conscientes no estado de vigília.

A percepção e o sentimento de dor geram reações energéticas de raiva e de medo, sempre que a sobrevivência nos é ameaçada. Se não há ameaça à sobrevivência, a percepção e os sentimentos de dor e de prazer, com o tempo, condicionam o surgimento de energias de apego e de repulsa (o desejo de repetir a sensação e o desejo de não repetir a sensação) no corpo de desejo(Kama). Assim, os desejos (apego e repulsa) envolvem a utilização e o processamento da memória, em busca de sensações agradáveis e desagradáveis já sentidas, que vêm ao consciente através do Sistema Nervoso Mental. As energias dos sentimentos de prazer ou de dor ocasionam desejos de experimentar esse prazer novamente, ou de evitar a dor, que surgem somente após o término da experiência ou na eminência de seu início.

As energias do medo e da raiva ficam armazenadas na porção astral do primeiro Chakra, as de dor e prazer no segundo e as do desejo (apegos e repulsas) são armazenadas na porção astral de nosso terceiro Chakra. O primeiro e o segundo Chakras se relacionam com o bem-estar físico do corpo, e o terceiro Chakra com a energia necessária à busca desse bem estar. Dor, prazer, apego e repulsa, medo e raiva se mesclam. O apego aos objetos de prazer gera dor ou prazer se os perdemos ou ganhamos, respectivamente. A repulsa aos objetos de dor gera mais dor ou prazer se entramos ou não em contato com eles, respectivamente. A possibilidade, ou de perder os objetos de prazer e não reavê-los ou de encontrar objetos de dor, leva ao medo e as suas ocorrências levam à raiva.

Essas energias do medo e da raiva, energias provenientes do primeiroChakra, inundam todos esses três centros energéticos. Já o prazer de ganhar um objeto de apego gera mais prazer e apego e a dor de entrar em contato com objetos de repulsa gera mais dor e repulsa, num ciclo vicioso que aprisiona mais e mais energia na porção astral do primeiro, segundo e terceiro Chakras.

O desejo não é uma energia negativa em si, pois traz consigo o poder de realizar. Esse poder é uma função mental que traz em si a capacidade de obter ou repelir. Quando surge o desejo por algo, o corpo mental logo se encarrega em formular estratégias para a sua obtenção. Assim se obtém experiência e diversas formas de “poder mental”, mas também de controle (Cf. adiante). O ponto-chave está na transformação, ou não, do desejo em apego, repulsa ou controle.

A nível físico, o Sistema Nervoso Mental capta, traz à consciência e integra os vários sinais sutis, provindos do terceiro Chakra astral e relacionados com o desejo, comparando-os com os registros prévios da memória, também resgatados à consciência, usando, para isso, as fibras de associação secundárias (raciocínio lógico) e terciárias (raciocínio abstrato e ordenação dos pensamentos). Desse processamento consciente, a nível físico, e inconsciente, a nível mental, surgem a nível astral as emoções (captadas pelo Sistema Nervoso Emocional) e as ações relacionadas de comportamento emocional e social (gerenciadas pela área pré-frontal cerebral).

As emoções são um amálgama das energias sutis dos desejos com o intelecto e com o pensamento, as quais se tornam conscientes quando captados pelo Sistema Nervoso Mental, ou seja, a emoção é a conscientização do desejo. A emoção propriamente dita é incontrolável. Para se ter algum controle sobre as emoções, é imprescindível a análise dos caminhos tortuosos que a provocaram. É observar conscientemente, com o Sistema Nervoso Mental, o Sistema Nervoso Emocional: os fatores provocadores e as respectivas reações emocionais conscientes.

Decorre daí a importância fundamental das emoções e dos sentimentos na evolução espiritual do ser humano. A mente pode ser controlada, mas os sentimentos e emoções não. No máximo podem ser escondidas, ou seja, terem a sua captação suprimida pelo Sistema Nervoso Emocional. Em geral, somente as mulheres têm o terceiro Chakra (das emoções) receptivo e funcionante, no sentido de se estar aberto aos sentimentos. A energia dos homens sobe do primeiro para o segundo Chakra e pára. Está estagnada no Chakra da sexualidade e não sobe ao Chakra dos sentimentos e emoções. O desafio dos homens é se abrirem aos sentimentos e emoções.

Não é fugindo do prazer e da dor que obteremos o domínio dessa nossa natureza inferior. Somente quando enfrentarmos essas sensações, sentimentos, desejos e emoções, com suas tensões e pressões associadas, é que obteremos os mecanismos necessários ao seu domínio consciente. Muitas vezes será necessária uma fuga estratégica para recuperar nossas forças, mas quando conseguirmos desenvolver a paciência, a serenidade e a calma diante de situações difíceis, a nossa natureza inferior será finalmente subjugada. Não será reprimindo-os à força que eles serão subjugados, pois eles facilmente passarão à mente subconsciente, daí dando origem a diversos transtornos psicológicos aos quais a psicologia chama “complexos”, de onde continuarão comandando, veladamente, o comportamento pessoal.

Quando a energia do desejo se transforma em apego ou repulsa, outras formas energéticas podem surgir. A forma intelectualizada do apego é o amor humano (Eros), e a da repulsa é o ódio humano. São a mesma forma de energia com polarizações diferentes. O amor é o uso integrativo da energia, une e atrai, enquanto o ódio é o uso desintegrativo, que separa e repele. Ambas as formas ficam armazenadas no terceiro Chakra etérico e nesse centro ódio e amor podem gerar três tipos de comportamento emocionais (e/ou sociais) cada um, de acordo com as relações sociais (de um superior para um inferior, de um inferior para um superior ou entre iguais) existentes.

O amor que olha para baixo é a benevolência e o que olha para cima é a veneração, a fé e a devoção. O amor entre iguais, socialmente falando, gera ternura mútua, confiança, respeito, prazer em ajudar com doçura. O ódio ao inferior gera o menosprezo, enquanto o ódio entre iguais gera raiva, cólera, insolência, agressividade e violência. Já o ódio ao superior gera o receio que pode tornar-se medo. A ansiedade seria uma reação normal do indivíduo a todas essas emoções, geradas pelas circunstâncias sociais ou familiares que ele tenta dominar desde a infância.

Todas essas formas de amor e de ódio podem gerar ansiedades que buscam contentamento e prazer, que quando obtidos, ou não, geram mais ansiedades. A ansiedade é inseparável do medo, energia contrária ao amor. Quando essa energia da ansiedade aumenta, e chega a um certo nível crítico, surgem emoções mais ativas, como as neuroses e os estresses, ou emoções passivas, como a melancolia e a depressão. Todas essas energias acumulam-se, então, no quarto Chakra e se retro-alimentam, aumentando a si próprias: a teia do medo chega ao coração.

Ou seja, com o prosseguir da existência, aquelas reações (neuroses, estresses, depressões e ansiedades), frutos do desejo (apego ou repulsa) de coisas impermanentes, chegam a um ponto em que o acúmulo da energia do medo nos Chakras fica crítico, fruto de um ciclo vicioso pernicioso (astral, etérico e físico) que só pode ser rompido com o uso de energias superiores (mentais).

Aí ou se deixa, por ignorância e/ou comodidade (lei do hábito), a autopreservação agir (usando a energia do medo e da raiva acumuladas) e se reprimem as emoções, com conseqüências imprevisíveis e inúteis, ou se abre o coração (quarto Chakra) para novas alternativas de transcendência: o não agir (o wu-wei dos taoístas). A primeira alternativa gera a resposta de “lutar ou fugir” e a segunda leva a nos “fingirmos de morto”. Então podemos escolher como usar as energias acumuladas nos três primeiros Chakras e quais tipos de energia acumular no quarto Chakra: a tristeza e a depressão, com sua teia do medo, ou a alegria e a felicidade com a sua teia do amor.

A priori, não há nada de errado em nenhuma das opções. O problema é o perigo de se ficar preso na teia do medo, pois se escolhermos a primeira opção (lutar ou fugir) e reprimirmos as emoções, gerar-se-ão tensões musculares, transtornos cardíacos, respiratórios e endócrino-metabólicos, que trazem mais dor e sofrimento. O aumento do sofrimento aumenta a ilusão da separatividade pelo reforço da percepção do “sujeito sofredor” (“eu” estou sofrendo). Negar as emoções, como se fossem “coisas feias”, as joga ao subconsciente para reforçar a nossa Sombra. Mas se não houver repressão emocional, o medo e a raiva serão apenas sinais de alerta que apontam para algum fato que deve ser resolvido conscientemente.

Já com a segunda opção (o não agir), transcende-se a dor e o prazer na unidade deles. Mas como isso se dá? Esse não agir implica num processo mental de se observar conscientemente tudo o que está se passando nos planos físico, etérico e astral (sensações, sentimentos, desejos e emoções) e entender o seu mecanismo (gerar conhecimento) auto-suficiente e automático, regido pela lei do hábito (Cf. em AUTOCONHECIMENTO, no capítulo anterior). Observar o que se passa traz, necessariamente, uma desidentificação com os nossos corpos físico-etérico e astral. Entendemos, finalmente, que não somos todos aqueles processos descritos de sensações, sentimentos, desejos e emoções, e ficamos prontos para transcendê-los. Percebemos, enfim, que não somos as nossas sensações e sentimento nem nossos desejos e emoções, mas que eles surgem e permanecem em nós, num ciclo vicioso, devido a causas bem definidas.




Onde houver tristeza devemos procurar o apego por trás dela. Através da busca do desapego aos objetos de desejo, pela eliminação do véu da ignorância (a percepção de outro nível de realidade sujeito/objeto, inseparáveis e unos) é possível essa transcendência. Mas dois fatores são imprescindíveis nesse processo: a existência do amor e de um sentido à vida. Cura alguma será completa a menos que o homem se sinta amado e assim encontre uma motivação, uma razão para prosseguir.


Para se poder transcender esse ciclo vicioso (astral e físico-etérico) é necessário se usar o poder da vontade no intuito de quebrar os hábitos provenientes de emoções negativas (do ódio) e desenvolver novos hábitos baseados no amor e não no medo. Vê-se, então, que o centro do poder da vontade realmente está num nível acima do plano astral (das emoções), pois pode atuar sobre ele transformando-o.
"Somos o que fazemos repetidamente. Logo, a excelência não é um ato, mas um hábito".
Aristóteles (384-322 a.C.)
Esse processo de desidentificação é primordial para que possamos observar nossos corpos inferiores em suas ações e reações. Somente após o entendimento dessas ações e reações, mantidas devido ao hábito, é que poderemos usar de nossa vontade para mudá-las. Esse processo de dissociação requer introspecção, recolhimento e paciência, uma vigilância contínua de nosso “eu inferior”, visando reconhecer padrões antigos e substituí-los por novos, através de longo esforço e prática constante. É estar consciente no presente, através do exercício da atenção.

Após conhecermos os mecanismos que levam à gênese do desejo, passamos a compreender que não há problema em sentir prazer, não podemos é nos apegarmos aos fatores que o provocam. Já a dor sempre trará estímulos para nosso progresso pessoal. Ela é inerente à existência física, mas sempre será temporária de forma que não precisamos mais fugir dela. Além do mais, já que todo o universo está interligado, todos os objetos de dor e de prazer fazem parte de nosso ser e não preciso querê-los nem evitá-los.

Quando não mais tivermos medo de perder qualquer objeto de prazer e quando não mais tivermos medo de encontrar qualquer objeto de dor, pelo simples conhecimento, através de cada átomo de nossa persona, de que ambos esses objetos (de prazer e de dor) não estão separados da própria persona, outra porta se abrirá para a nossa existência. Passamos a ver, no nosso íntimo, objetos de dor que não nos dão mais repulsa e objetos de prazer que não nos dão mais apego. A Luz e a Sombra (Cf. no capítulo anterior), presentes em nosso interior, finalmente não mais se repelem.

É necessário que surja o caos para que nossas estruturas se organizem num nível de complexidade superior. É necessário o apego para que aprendamos a nos desapegar. O caos é fonte da evolução quando utilizado adequadamente. Toda semente, por mais feia, murcha e pequena, pode estar escondendo uma bela flor, uma frondosa fruteira ou uma grande árvore. Caos, dificuldades e estresses, paradoxalmente, são necessários à ordem, à evolução e à paz (Cf. no próximo capítulo, em “MEDITAÇÃO/CONTEMPLAÇÃO"). O prazer sensual é a semente da qual germina o amor entre marido e mulher, que desabrocha no cuidado com a família, floresce no serviço à pátria e à humanidade, até que se torna indistinguível da Vontade Superior.

Desapegar-se é ser no mundo e não ser do mundo. Desapegar-se acontece naturalmente quando eliminamos os véus da ignorância e passamos a viver no presente, em plena atenção (Cf. no próximo capítulo, em MEDITAÇÃO). Mas viver desapegado, ser no mundo, traz em si a transformação dos desejos materiais e, logicamente, das suas emoções. Uma grande, e quase insuportável, sensação de vazio existencial, inevitavelmente, nasce nessa situação. Viver num mundo sem prazeres, dores, desejos e emoções parece-nos não poder ser chamado de viver. Mas é somente mais um hábito que está sendo mudado, o hábito de se viver com prazeres, dores, desejos e emoções. Sempre que nossa vida chega a situações tristes e desoladas, sentimos algo parecido com esse vazio. Pensamos que estamos em franco declínio, mas a vida logo mostra que estamos sendo transformados, preenchidos com algo novo.

Ver nossa Luz e nossa Sombra, sem desejos e julgamentos, capacita-nos a ver a Luz e a Sombra dos outros também sem desejos ou julgamentos. Passamos a nos ver nas “outras” pessoas, coisas e idéias, numa unidade indissolúvel. Essa consciência de nós mesmos, e a consciência de unidade com tudo e todos, é a chave da autotransformação, descrita no capítulo passado. Com nosso corpo físico-etérico purificado e nosso corpo astral idem, nosso eu inferior passa a desenvolver emoções superiores (simpatia, reverência, devoção, compaixão, desejo de servir, etc.), que nada mais são que reflexos do “Eu superior”. O eu inferior, tornado puro, não mais age. Resignado, responde inteiramente à Vontade do “Eu superior”, como um bom servo do plano divino. 
“não mais eu, mas Cristo vive em mim...”
Paulo de Tarso (Gl 2:20)
Passamos a amar incondicionalmente e a viver a compaixão, da maneira como o Cristo e o Buda nos recomendaram. Essa maravilhosa energia do amor incondicional inunda o quarto Chakra e se irradia, naturalmente, por toda a circunvizinhança. Viver sem apegos não é viver sem amor. E é esse amor, por tudo e por todos, que traz a “paz que ultrapassa o entendimento”, que brilha em nossa mente de forma a percebermos os problemas da vida de uma forma apropriada, sem ilusões, apegos ou julgamentos. É a essa paz que o Cristo chamou Bem-aventurança, nossa Auto-realização.

Em conseqüência desse livre fluxo energético, passamos a nos expressar livremente, sem medos, pois estamos em harmonia com o nosso lado Sombra. Nesse momento nosso quinto Chakra funciona plenamente vivificado. Nossa Sombra já não mais nos assusta nem entra em erupção nos momentos estressantes. Aprendemos a nos ver por completo, sem mais apegos, e assim nos aceitar. Aceitar o que estamos sendo gera a unificação de nosso ser, a nossa transcendência e o desbloqueio de energias antes presas em nosso inconsciente (Cf. em “A NATUREZA HUMANA”, no capítulo anterior). A aceitação plena de si mesmo é a única forma de perdoarmos a todos, de desfazermos todas as mágoas e arrependimentos que nos prendem ao passado. O perdão é a chave para se viver o presente, abrir-se à renovação, esquecer-se do velho eu, virar semente e “morrer para germinar”.

As mulheres, geralmente abertas aos sentimentos e emoções, em geral têm a sua energia estagnada no quarto Chakra, muitas vezes perdidas nos próprios sentimentos e emoções. E quando conseguem “destravar” essas energias, elas não sobem ao quinto Chakra: estão com um ‘nó na garganta’ porque concordaram em se manter em silêncio e serem dominadas sob a atual sociedade patriarcal. Enquanto o desafio dos homens é se abrirem aos sentimentos e emoções, o desafio das mulheres é abrir o Chakra da comunicação sem “se tornarem homens”, fechando o seu terceiro Chakra dos sentimentos.

Somente através do trabalho conjunto e contínuo de energização de todos os centros energético-informativos, da purificação de nosso corpo astral e da vinda de energias de planos superiores (Mental superior e Búdico – Buddhi), é que surgirão o verdadeiro autoconhecimento, o amor próprio, a livre expressão, o perdão de si mesmo e a compreensão de verdades espirituais. A compreensão, por exemplo, da verdade da unidade da vida, resultado do trabalho evolutivo de nossos corpos causal e intuicional, gera o sentido de fraternidade e compaixão. Todos esses fatores são pré-requisitos ao amor e perdão incondicionais (amor espiritual), à compaixão plena e à renovação pessoal.






Fiquem com Luz 
!
e sempre observem tudo com a verdade do seu coração !
A Vitoria da Luz esta proxima...!

Ssapyará (Rinaldo)

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